Passei a manhã inteira pensando no que fazer, até que achei um caderno antigo perdido no fundo da gaveta. Peguei um lápis e comecei a escrever, deixando as palavras saírem sozinhas, do jeito que vinham no coração. Não tentei fazer nada perfeito, só queria dizer o que eu sentia.
Escrevi sobre as lembranças de quando ela fazia tranças no meu cabelo, sobre as noites em que o colo dela era o único lugar onde eu não tinha medo de nada, e agradeci por cada sorriso que ela me deu sem pedir nada em troca.
Dobrei a folha com todo o cuidado do mundo e deixei em cima da mesa da cozinha. Do lado, desenhei um coração — meio torto, mas cheio de amor.
Quando ela achou o papel e começou a ler, o tempo pareceu parar. Ela leu devagar, sentindo cada frase, e não aguentou: começou a chorar. Não era um choro triste, era um choro de quem se sentiu amada de verdade. Ela entendeu que, naquele papelzinho, estava a prova de que todo o carinho que ela me deu valeu a pena.
O nosso dia foi só de abraços demorados e risadas com os olhos ainda marejados. Ali eu entendi que nenhum presente comprado chega perto do valor de um gesto sincero. Às vezes, o que parece pouco pra gente é, na verdade, tudo para o outro. Minha mãe guardou aquele papel como se fosse a coisa mais valiosa do mundo, para ler e se emocionar de novo sempre que a saudade apertar.
Escrevi sobre as lembranças de quando ela fazia tranças no meu cabelo, sobre as noites em que o colo dela era o único lugar onde eu não tinha medo de nada, e agradeci por cada sorriso que ela me deu sem pedir nada em troca.
Dobrei a folha com todo o cuidado do mundo e deixei em cima da mesa da cozinha. Do lado, desenhei um coração — meio torto, mas cheio de amor.
Quando ela achou o papel e começou a ler, o tempo pareceu parar. Ela leu devagar, sentindo cada frase, e não aguentou: começou a chorar. Não era um choro triste, era um choro de quem se sentiu amada de verdade. Ela entendeu que, naquele papelzinho, estava a prova de que todo o carinho que ela me deu valeu a pena.
O nosso dia foi só de abraços demorados e risadas com os olhos ainda marejados. Ali eu entendi que nenhum presente comprado chega perto do valor de um gesto sincero. Às vezes, o que parece pouco pra gente é, na verdade, tudo para o outro. Minha mãe guardou aquele papel como se fosse a coisa mais valiosa do mundo, para ler e se emocionar de novo sempre que a saudade apertar.

