Recentemente, uma blogueira me confessou algo inquietante: a grande maioria dos comentários em suas publicações vem de pessoas que sequer leram o texto. Não precisei perguntar no que se baseavam, pois a resposta era óbvia. Em vez de mergulharem no conteúdo, muitos preferem apenas parafrasear o que outros já disseram, criando um eco de obviedades. É uma lástima.
Afinal, embora a internet esteja saturada de futilidades, ela também abriga quem entrega, gratuitamente, conhecimentos que antes exigiriam altos investimentos. Entre tantas bobagens, ainda resistem a ciência, o esporte, a poesia e a espiritualidade — frutos de quem pesquisa, lê e busca informação com rigor.
Não me coloco em um pedestal acadêmico; falo de temas universais como escola, família e amizade, o "salão" onde todos nós dançamos. Contudo, também compartilho lições que me exigiram o esforço hercúleo de estudar para o ENEM. São saberes que, sem esse estudo, custariam caro para aprender, mas que faço questão de trazer aqui, sem alarde e de graça.
Atualmente, mergulho em nossas origens: dos povos indígenas aos imigrantes e africanos trazidos a este solo. Percorro essa linhagem ancestral que deságua em quem somos hoje e trago tudo isso a vocês. Mas fica o convite: é preciso ler para, de fato, conhecer — e só então comentar.



