Oi, gente!
Sejam bem-vindos a mais um capítulo da minha saga diária. Para quem caiu aqui por engano, este é o meu diário e eu sou a Rô: uma carioca que ainda se perde no BRT e que é viciada em café com açúcar. A verdade é que sou um ponto fora da curva na minha cidade. Sabe aquele estereótipo do carioca que vive na praia, ama o Carnaval, chora por futebol e conhece metade da cidade? Então, eu quebrei essa engrenagem. Para começo de conversa, futebol é um grande mistério para mim. Enquanto a cidade para em dia de clássico, estou em frente ao computador tentando entender por que o meu código resolveu dar erro logo na linha que achei que estava perfeita. Minha única torcida real é para a internet de casa não cair durante a entrega do trabalho. Vida amorosa e social? Digamos que o meu status atual é "em manutenção". Amigas tenho pouquíssimas, mas são aquelas que valem por um estádio inteiro e aguentam meus áudios de cinco minutos reclamando de equações. Namorado eu nem procuro. Mal estou conseguindo dar conta de gerenciar as minhas noites de sono, imagina dividir o tempo com outra pessoa. O único romance que vivo hoje é com o meu caderno de anotações.
Apesar de ser meio bicho do mato, a faculdade se tornou meu porto seguro, mesmo sabendo que é ali o lugar onde eu mais ralo.
Enquanto a maioria da galera desiste logo nos primeiros meses por causa dos cálculos malucos, passo noites em claro revisando a matéria. Não sou nenhum gênio, mas sou teimosa. De tanto insistir, acabo tirando notas bem legais e, modéstia à parte, ajudo metade do grupo quando o prazo está apertando e todo mundo entra em parafuso.Ver que o meu esforço dá resultado é o que me faz continuar.No final das contas, ser eu é exatamente isto: tentar sobreviver com a cabeça cheia de fórmulas, valorizar as amigas que ainda não me bloquearam e comemorar cada nota dez como se fosse o título do campeonato.
Vou fechar o notebook por hoje porque meus olhos já estão piscando em código.
Se cuidem e até o próximo post. Valeu!



