Bater nos 18 anos me deu um choque de realidade: meu futuro é 100% responsabilidade minha. Rola uma pressão bizarra para a gente viver um “romance de filme”, mas, sendo sincera? Meu coração bate forte mesmo é pelo meu diploma. Escolher não namorar agora não é frieza, é o maior surto de amor-próprio que eu já tive.
Eu entendo que um relacionamento exige uma entrega que, no momento, eu só quero ter com os meus livros. Estou na fase de mergulho total. Cada hora de estudo é um tijolo na construção da mulher independente que eu planejo ser. Namorar é lindo, sim, mas exige um tempo que eu simplesmente não tenho sobrando. Se eu tentasse me dividir agora, ia entregar um “pela metade” pra faculdade e pro @, e eu não sou de fazer nada meia boca.
Além disso, estou amando a minha própria companhia. Quero descobrir quem eu sou sem tentar agradar ninguém além de mim mesma. Quero viajar nos livros, virar noites focada e comemorar cada nota alta sabendo que foi mérito meu. Isso não é solidão, é preparo. É criar uma base tão sólida que, no futuro, eu não precise de ninguém pra me completar, só pra somar.
No fim, escolher minha formação é escolher minha liberdade. O amor pode bater na minha porta em qualquer esquina, mas as oportunidades de agora são únicas e passam voando. Meu “relacionamento sério” hoje é com o meu futuro. Tenho certeza que a minha versão graduada vai me agradecer demais por eu ter tido a coragem de me priorizar hoje.
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