Se você tivesse me conhecido há três meses, acharia que eu era uma pessoa normal. Eu olhava para um elevador e via apenas... um elevador. Hoje? Olho para os botões e começo a mentalizar um "if-else" infinito para decidir se ele para no 4º andar ou ignora o meu atraso para a aula de Cálculo.
Dizem que a faculdade de Engenharia muda a gente, mas ninguém avisa que a programação é um caminho sem volta para a "Matrix" da vida real. Antes, eu achava que "fazer um app" era simples como postar um "story". Agora, após passar quatro horas tentando entender por que um ponto e vírgula derrubou todo o meu projeto, desenvolvi um respeito religioso por qualquer coisa que funcione. Se o micro-ondas esquenta a comida sem dar "Runtime Error", eu quase sinto vontade de aplaudir. Aprender a programar é, basicamente, aprender a ser humilde perante uma máquina que só faz o que você manda — e nós, geralmente, mandamos errado.
A lógica de programação grudou na minha rotina de um jeito que não consigo mais tomar café sem pensar na eficiência do processo. O problema é que a vida real não aceita Ctrl+Z. Se eu cometo um erro de lógica em uma conversa com o crush (que, por sinal, eu não tenho), não tem como dar um "reboot" no servidor e fingir que nada aconteceu.
Uma pessoa comum, ao ver um "site" bonito, fica feliz. Já o estudante de computação quer saber qual "framework" usaram, como o banco de dados suporta o tráfego e por que o botão de "Sair" está com um "delay" de 2ms. A gente perde a paz, mas ganha um superpoder: entender os bastidores do mundo moderno.
Resumo do semestre até agora: meu café está frio, meu código está com 42 avisos de erro e eu nunca estive tão animada. Afinal, se a vida é um grande código mal escrito, estou aqui justamente para aprender a "buildar" algo melhor ou, pelo menos, entender por que o "bug" aconteceu.
Dizem que a faculdade de Engenharia muda a gente, mas ninguém avisa que a programação é um caminho sem volta para a "Matrix" da vida real. Antes, eu achava que "fazer um app" era simples como postar um "story". Agora, após passar quatro horas tentando entender por que um ponto e vírgula derrubou todo o meu projeto, desenvolvi um respeito religioso por qualquer coisa que funcione. Se o micro-ondas esquenta a comida sem dar "Runtime Error", eu quase sinto vontade de aplaudir. Aprender a programar é, basicamente, aprender a ser humilde perante uma máquina que só faz o que você manda — e nós, geralmente, mandamos errado.
A lógica de programação grudou na minha rotina de um jeito que não consigo mais tomar café sem pensar na eficiência do processo. O problema é que a vida real não aceita Ctrl+Z. Se eu cometo um erro de lógica em uma conversa com o crush (que, por sinal, eu não tenho), não tem como dar um "reboot" no servidor e fingir que nada aconteceu.
Uma pessoa comum, ao ver um "site" bonito, fica feliz. Já o estudante de computação quer saber qual "framework" usaram, como o banco de dados suporta o tráfego e por que o botão de "Sair" está com um "delay" de 2ms. A gente perde a paz, mas ganha um superpoder: entender os bastidores do mundo moderno.
Resumo do semestre até agora: meu café está frio, meu código está com 42 avisos de erro e eu nunca estive tão animada. Afinal, se a vida é um grande código mal escrito, estou aqui justamente para aprender a "buildar" algo melhor ou, pelo menos, entender por que o "bug" aconteceu.

12 comentários:
Querida Rô,
Eu não entendo nada de programação, nada de software, muito menos esse códigos que pra mim parecem do filme Matrix, mas você que estuda exatamente isso com certeza tem um novo olhar para todos os aparelhos eletrônicos e como eles funcionam. Meu irmão é programador há mais de 30 anos, analista de sistemas, então quando preciso resolver um problema no computador eu chamo ele hehe! Estou sentindo sua falta no blog, assim que puder venha me visitar!
Um beijo!
Seu texto a gente lê interessada no que vem na próxima frase . rs
A medida que vou lendo vejo que só tenho intimidade com o 'bug', porque tem sempre algo bugando aqui ,aí é aquele sufoco para destravar ... rs Vejo que é muito tecnológca ... me faz muita confusão esse mundo dos algoritmos ., mal sei blogar rsrs Gostei muito ,Rô. Deixo um abraço e que sua semana seja boa., sem 'runtime error' .
Olá, amiga Ro, meus parabéns pela sua excelente crônica.
Gostei muito de todo o texto, que foi encerrado de forma
brilhante.
Uma excelente semana pra você.
Abraços.
Queridona do meu coração, que saudade de te ler, fiquei um tempo sem vir aqui e você cresceu, amadureceu mais ainda e virou fera. Como assim? kkkk O tempo voa! Amei te ler como sempre, seus textos são sempre maravilhosos e você sempre me faz sorrir. Sobre seu talento admiro demais.
Beijo, beijo.
She
Oi! Adorei a comparação com a Matrix! Só que por aqui a única pílula que eu tomo é o cafezinho da minha mãe para aguentar os boletos caindo na tela. Sorte que o meu pai é o patrocinador oficial desse sistema e resolve essas panes! rs
Que luxo ter um técnico particular em casa, use e abuse desse irmão!
Um abração!
Ah, que carinho de comentário, Lis! Fiquei super feliz sabendo que o texto te prendeu do início ao fim! E não se preocupe: se até os computadores mais caros do mundo bugam direto, quem somos nós para funcionarmos perfeitamente o tempo todo, né? O segredo é respirar fundo e dar um "F5" na vida! rs.
Muito obrigada pela visita e pelo desejo de uma semana sem erros, que a sua seja maravilhosa e sem travamentos por aí também!
Um abraço bem apertado, tá bom?!
Que alegria ler o seu comentário! Agradeço imensamente pelo elogio e por apreciar o meu trabalho. Escrever crônicas é sempre um desafio gostoso, e saber que o final foi brilhante para o senhor é o melhor insentivo para continuar.
Uma excelente semana para o senhor também!
Abraços!
She, querida do meu coração! Que alegria receber a sua visita e ler palavras tão generosas. Vindo de uma mulher com a sua inteligência e sensibilidade, esse elogio sobre o meu amadurecimento tem um valor gigante para mim. O tempo voa, é verdade, mas o carinho e a sintonia que temos por aqui permanecem intactos.
Saber que meus textos te fazem sorrir é a maior recompensa que eu poderia ter. Muito obrigada por enxergar e incentivar o meu crescimento.
Um beijo enorme e todo o meu respeito e admiração por você!
Se a She falou, está falado. Assino embaixo, sem hesitar.
Quanto a mim... bem, você já viu um lavrador se dar conta de que o coco que caiu em sua cabeça foi ele mesmo quem plantou? Você não é um coco e eu muito menos sou um lavrador. Mas pense bem: se um jardineiro cultiva uma pequena muda com paciência, e o tempo faz com que o perfume da flor tome conta de todo o ar, será que ele se lembra de que aquela fragrância é o resultado da semente que ele mesmo plantou?
Eu vi você quando ainda era semente, Rô. E agora, veja só, o fruto maduro me cai na cabeça como uma bela surpresa. Parabéns pelo texto lindo que inspirou a She a dizer o que disse. Um beijo grande e meu muito obrigado por deixar aquelas palavras lá no meu blog.
Obrigada!
Só fiquei na dúvida se sou a flor perfumada ou o coco que caiu na sua cabeça... De qualquer forma, que bom que a colheita foi boa por aí!
Que crônica gostosa de ler.
Obrigada, Sérgio. Obrigada.
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