T R A D U T O R

22 de abr. de 2026

LEITOR OU PERSEGUIDOR?

 

       Um dos meus leitores — ou melhor, ex-leitor — teve o desplante de aparecer na minha casa com uma caixa de bombons para me dar. Ninguém perguntou se eu ou meus pais gostamos ou queríamos aquilo, mas ele simplesmente trouxe. Minha mãe, com uma inocência que beira a ingenuidade, permitiu que o sujeito entrasse e, quando chegamos, porque outro blogueiro, amigo da gente, estava comigo, a situação era surreal: quem acabou ficando do lado de fora da própria casa fui eu!
      O amigo que estava comigo, ficou indignado com tamanha petulância. Afinal, ninguém em sã consciência invade o espaço de uma garota sem ser convidado, mas esse sujeito achou que podia. Há dias ele vinha se "engraçando" nos comentários, e eu, na tentativa de poupar meus pais e outras pessoas, não disse nada. Mas vir à minha casa? Isso cruzou todos os limites!
      Exigi que ele saísse e viesse falar comigo no corredor, onde eu estava com o meu amigo. Meus pais que o acolheram lá dentro não entenderam nada na hora, mas eu, que leio a respeito das táticas que esses cafajestes usam para manipular pessoas incautas, fiz exatamente o que precisava ser feito: impus uma barreira.
      Assim que ele se retirou, entrei com o meu amigo e retomamos nossa conversa — nós, protegidos do lado de dentro, e o atrevido no lugar que lhe cabe: do lado de fora da porta. Esses misóginos precisam se decidir: ou aceitam um corretivo à altura de sua ousadia, ou aprendem, de uma vez por todas, a se comportar.
      Não acredito que ele terá o bom senso de parar de ler meus artigos ou de comentar, mas se o fizer, o prazer da sua ausência será, sem dúvida, muito maior do que qualquer audiência que ele possa me dar.

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