Uma amiga do colégio me confidenciou que estava gostando muito de um homem do meu círculo de amizades.
No início, achei que ela se referia ao noivo, com quem se casaria em um ou dois meses. No entanto, eu estava enganada: não se tratava dele, mas de um homem negro, muito alto, que eu também conhecia. Segundo ela, ele era "tudo de bom".
O que mais me impressionou foi o fato de essa garota jamais ter se deixado tocar; nem o noivo tinha tal liberdade. E não por imposição dela, mas dele, que afirmava que jamais se casaria com alguém que tivesse "passado por outras mãos".
"Eu não como restos", ele teria dito a ela. Sexo, portanto, só após o casamento.
Uma dúvida surgiu de repente: se ela não transava com o noivo, o que fazia trancada com esse outro homem na casa dele?
"Tudo", ela respondeu. E concluiu dizendo que faziam o que um homem e uma mulher fazem, exceto o convencional — ou seja, aquilo que o noivo, sendo evangélico, só faria após o matrimônio. Fiquei arrepiada ao ouvi-la. Afinal, ela também é evangélica, o que não a impede de ter um amante — um gigante que faz com ela o que o futuro marido jamais faria.
A propósito, o que seria esse "tudo" que eles fazem entre quatro paredes? Sinto calafrios ao lembrar dessa história, mas, se Deus quiser, ninguém me condenará pelo meu silêncio; só não falei nada porque ninguém perguntou.
Acho que desabafei por impulso.
Ou seria inveja? Inveja da coragem dela, talvez, porque, se fosse comigo, eu morreria de medo de ser taxada de sem-vergonha ou de ser consumida pelo arrependimento.
Mas de uma coisa tenho certeza: se, em vez de me contar, ela tivesse se confessado a um sábio, ele certamente diria: "Vá fundo, minha filha! Você está certa. Não se esqueça de que, após o casamento, seu marido colocará uma coleira bem apertada em seu pescoço, presa a uma guia curta. Portanto, minha senhora, é melhor o arrependimento por algo errado do que o arrependimento de não ter vivido nada. Vá fundo e seja feliz".

28 comentários:
Opa!
Gente nova na área.
Sou Alice e
só vim deixar minhas
"Bem Vinda Rô!"
En cierto modo tiene razón. Uno se arrepiente de lo que nunca hizo. Pero hay errores que pagas más caros. Te mando un beso.
Muito obrigado pela visita, Alice. Vc foi a precursora
dessa bagaça.
Agradecida pela visita e por suas palavras.
Rô,
Sou da filosofia que não
se pode desviar um rio de seu
curso para sempre.
E no seu relato, os
dois lados contam.
A Moça poderá se surpreender
caso case com o noivo, vai
que ele seja um super amante?
E quem garante que o que ela tem
com o amante ocasional
seja só durante a fase do *proibido*.
Então, eis o dilema.
Seja bem vinda, e aproveite
o espaço.
Bjins
CatiahoAlc.
.
Vlw Catiaho. Vlw, mesmo!!!!
Bjs!!!!!
Hay gente para todo...
Saludos.
Oi,Rô!
Que lindo teu texto e desejo ótima sorte por aqui na blogosfera! Bom ver gente nova iniciando, ainda mais nessa época onde tudo anda tão parado!
beijos praianos, chica
Oi, Rô!
Agradeço sua visita e comentário lá no blog.
Achei piada às tuas palavras. Obrigada!
Quanto ao procedimento da tua amiga do colégio é muito errado e repugnante. Ela que transe com o negrão e largue seu atual noivo, que antes de casar já é corno.
Tua amiga não tem princípios, nem valores. Ela que é evangélica, deveria falar com o pastor e expor a situação. Podia ser que o pastor também entrasse e fizessem trio.
Creio que o sábio de que falas no texto, não daria esse conselho para ela, porque ele é sábio e sensato.
Não tenho religião, ou melhor, sou agnóstica, daí falar com esse à-vontade.
Bem-vinda à blogosfera e um beijinho para ti (eu sou professora do Ensino Médio).
Oi, Rô! Começa forte, logo!
Opá, essa garota fai-se ferrar! Melhor mesmo que não case. Se já trai em solteira, não me parece que o casamente vá dar certo...
Bjos
Não seria melhor não casar e ficar antes com quem ela está gostando de estar?
Um blogue novo, sensual, libidinoso, que gostei de conhecer. Obviamente fiquei seguidor
Pois.. dizem que os negros são bem abonados e talvez por isso a sua amiga se aventurasse em FAZER TUDO O QUE UM HOMEM E UMA MULHER FAZEM. Voltarei
As maiores felicidades para o blogue.
Feliz fim de semana
Saludos a ti de nuevo.
Vamos ver até onde vou.
Obrigada por sua boas vindas.
Quem sabe o que vai acontecer num é mesmo?
Pois é amiga, mas cada um com seu cada um.
Nem vou entrar no mérito sobre serem os negros assim ou assados. Volte sim e obrigada.
Leitor novo e gostei muito do seu texto. Gostaria de lhe convidar a conhecer o meu Blogger, quem sabe não podemos um seguir o do outro? Bom início de semana.
Olá,
Cada um sabe de si, já diz o ditado. Quanto a mim, evito as divisões, rsrs.
Boa semana!
Boa Noite minha querida amiga. Acho que apaguei sem querer a sua mensagem sobre o Mercado Central de Belo Horizonte.
Olá Rô.
Aí está um história que é mesmo triste. Uma amiga sem valores alguns.
Uma boa semana!
Boa essa sua postura, mas só até onde é possível, na verdade há uma hora que todos temos de enfrentar e assumir nossa posição.
Tudo bem.
Não concordo que ela não tenha valores. Tem sim, só que do jeito dela. Minha vó diz que só quem caça os sapatos sabe onde aperta. Mas essa é sua opinião e obrigada por comentar.
Oi, Rô! Vim conhecer o seu blog, e acho que você escreve muito bem! Quanto à história (ou estória, só vc sabe;), aprendi ao longo do tempo que colhemos o que plantamos; assim, é como diz aquela música: "cada um sabe de si". Portanto, boa sorte pra sua amiga! :) Gostei do blog, vá em frente! Meu abraço, boa semana.
Não podemos julgar uma atitude como esta, por vezes há razões que a razão desconhece.
Obrigado pela sua visita, volte sempre.
Gostei do seu blog. Como ainda está no começo, desejo que tenha muito sucesso. Mas, a julgar por este primeiro post, não tenho grandes dúvidas de isso vai acontecer.
Ró, tenha uma ótima semana.
Beijo.
Ei Rô!
Estou aqui para responder algo
que argumentou lá no Espelhando
a respeito do meu nome.
Eu sou Catia de batismo, sempre fui
uma pessoa comum, no sentido
de não me importar com nome e
essas coisas Contudo depois
do ano 2000 minha familia era
totalmente envolvida com as Artes Cênicas.
Tudo que eu assinava na empresa da familia
era em documento, portanto o nome que
está nos documentos. Em 2006 meus dois
filhos foram trabalhar na Arabia Saudica com
um Circo de SP e eu voltei a escrever poesias
e logo já estava escrevendo no Blog Refleoxod'Alma.
Então percebi que Catia era um nome muito comum,
parece que nos anos 60 era um nome de importância
ou algo assim. Na busca do Google Rô, vinha todo
tipo de Catia, com y com thy, com K.
Assim pensei bastante e reuni a nome
o sobrenome de solteira, usando
as letras ficou assim Catia H (de Helena da minha avó)
e O de Oliveira do mei pai+ Catiaho que se pronuncia
Catiarrô. Já ate desfiz amizade por terem sugerido ser
um nome feio. Mas querida Rô. se hj ainda jogarmos na
busca do Google bem somente esse parecido igualzinho
na época: uma agencia de emprego: >https://www.catho.com.br/
Depois confere só.
Assim éssa é historia do meu nome.
Espero ter elucidado esse enigma.
Bjins
CatiahoAlc.
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