T R A D U T O R

16 de out. de 2023

A MULHER DO MEU TIO

  


    Depois que meu tio faleceu, nunca mais vimos a mulher dele. Minha mãe, preocupada com o sumiço, pediu que eu fosse visitá-la. Escolhi uma tarde e fui. A casa nos fundos do terreno parecia fechada, mas, como a TV estava ligada no volume máximo, tive certeza de que ela estava lá. Insisti na campainha e gritei seu nome, mas não obtive resposta. Temendo que ela tivesse sofrido um mal súbito, pulei o portão e fui até a porta.O som aumentava à medida que eu me aproximava. No entanto, percebi que não era apenas a TV que eu ouvia, mas o choro de alguém — um tipo de gemido que escapava por uma fresta da janela. Se ela estava sofrendo daquela forma, minha mãe tinha razão em se preocupar. Foi assim, movida pela compaixão, que espiei pela fresta. Minha intenção era bater e avisar que eu estava ali, mas o choramingar cessou subitamente. Pensei que ela pudesse ter notado minha presença e torci para estar enganada; quem sabe a dor não tivesse passado? Como eu não queria que ela se sentisse exposta em sua tristeza, evitei a porta. Preferi apenas afastar um pouco a cortina e observar. Descobri, então, que não era o luto pelo meu tio que a fazia "sofrer", mas sim um jovem da minha idade, que fazia com ela o que só amantes fazem. Do garoto, não ouvi uma palavra; toda a atenção estava voltada para o que faziam, sem roupa, ali dentro.
Imediatamente, lembrei-me da minha mãe. Já pensou se ela pegasse a cunhada naquela situação? Soltei a cortina e saí de fininho. Pulei o portão de volta para a rua e fiquei esperando o "cão" desgrudar da "cadela". Demorou tanto que eu já pensava em desistir quando, finalmente, eles apareceram: titia na frente e o garotão logo atrás.— Olá, minha querida! — disse ela, exibindo um sorriso falso. — Você deve ter chamado, mas, com o barulho da TV, eu não percebi. Ah, este é um sobrinho distante, filho da minha irmã mais nova, de quem há muito eu não tinha notícias. Mas entre, minha filha! Agora me diga: como vai sua mãe? E você, como vão os estudos?

10 comentários:

Klaudia Zuberska disse...

Hello!
An incredible story. I don't know any such things, but I'm sure they can happen in the world. Shocking.
Greetings from Poland!

She disse...

Prazer, Rô. Vim retribuir sua visita ao meu blog e fiquei encantada com sua escrita. Parabéns!
Beijo, beijo!

Ane disse...

Olá! Obrigada por sua visita em meu blog.
Que situação, em? Eu iria embora, nem ficava esperando.
Beijos! ヽ(✿゚▽゚)ノ

J.P. Alexander disse...

Me asombro la historia. . Te mando un beso.

A.S. disse...

Olá Rô. Grato pelas lindas palavras que me deixaste no POLYRDRO.
Li atentamente as tuas histórias e gostei muito. Tens talento e muita criatividade. Desenvolves os contos, com uma sequência bem estruturada, que desperta a curiosidade do leitor. Além do mais, sabes criar um delicioso clima de sensualidade e desejo que, linha a linha se vai tornando numa volúpia irresistível. Vou voltar!...

Te deixo um beijo...

RÔ - MEU DIÁRIO disse...

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RÔ - MEU DIÁRIO disse...

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RÔ - MEU DIÁRIO disse...

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