Aos cinco anos, eu já insistia para meu pai me ensinar xadrez.
Demorei para vencer a primeira, mas aos oito eu já era um desafio real no tabuleiro. Fiquei um tempo afastada e, na volta, ganhei do meu pai duas vezes. Agora, o desafio é com meu avô. O dilema é pesado: como equilibrar o amor que sinto por ele com a minha vontade de vencer? Minha mãe foi categórica: 'seja você mesma'. Ela acredita que o maior respeito que posso dar ao meu avô é um jogo honesto. Se a vitória vier, será por mérito; se a derrota chegar, será com integridade.
Sei que ele já perdeu muito na vida, mas mentir não é o meu papel.
Vou seguir o conselho da minha mãe e jogar com tudo, tratando o tabuleiro como o máximo de respeito que ele merece.
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