Olha só, rola um papo aqui na faculdade de que o Camões deu um "copia e cola" no Petrarca com o soneto Alma minha gentil. Mas ó, trocando uma ideia com a galera, a gente percebeu que não é plágio coisa nenhuma; é tipo um feat de respeito, entendeu?
Até porque os caras nem viveram na mesma época: tem uns duzentos anos de diferença entre eles! O Petrarca é lá do século XIV e o Camões já é do XVI. Ou seja, é uma homenagem do português ao cara que, lá atrás, inventou a parada toda.
Se liga na diferença: o Petrarca fica ali naquele luto, preso na saudade do rosto e dos olhos da Laura — é uma parada bem visual, focada no retrato da sua musa inspiradora. Já o Camões leva a parada pra outro nível, pro plano espiritual. Ele usa o começo do poema como um tributo, mas depois desenrola um papo profundo sobre o "desconcerto do mundo" e aquele desejo desesperado da alma se encontrar no além.
Não é cópia; é o Camões pegando a base do mestre e elevando o nível do jogo. É a prova de que, naquela época, imitar era o caminho pra honrar e, quem sabe, superar o mestre.
É nisso que eu acredito.

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