T R A D U T O R

4 de mai. de 2026

PASSAPORTE DE PAPEL

 



Aos 15 anos, eu já havia pisado nas areias de Hyams Beach, em Jervis Bay, na Austrália — as mais brancas do mundo. Já experimentado a adrenalina de voar no X-59 da NASA, o lendário jato supersônico que me deixou tonta, enjoada e firmemente afivelada ao cockpit. Mergulhei nas águas cristalinas de Fernando de Noronha, explorando a vida marinha da Baía do Sancho e da Praia da Conceição, e guardo na memória o azul profundo da Ilha de Âncora, em Búzios, e o charme da Praia Vermelha, no Rio. Eu amo cada uma dessas lembranças! Claro, qualquer um diria que, para voar pela NASA ou mergulhar nesses paraísos, é preciso ser muito influente ou ter uma conta bancária astronômica. Acontece que eu não tenho nem uma coisa, nem outra. Se você quer saber como consegui tais façanhas, eu revelo o segredo: lendo. Desde os cinco anos, eu vou para onde quero sem pedir licença a ninguém. Já conversei com príncipes e fadas, testemunhei guerras históricas e presenciei milagres de Cristo — aliás, até com Ele já bati um papo. O mais impressionante? Fiz tudo isso sem sair do meu quarto, da biblioteca ou do cantinho no último banco do ônibus. O livro tem um poder que a maioria não imagina. Ele te transporta dos lugares mais sublimes aos mais esquisitos; transforma você em rainha ou em morador de rua, tudo sem que você precise dar um único passo. É lindo, não é? Por isso, exalto os autores! Imagine uma garota pobre, que não gosta muito de sair, sem essa 'janela' aberta para o mundo? Uma janela que dá para os jardins mais exuberantes, para as estrelas mais brilhantes e para os sonhos que todas nós sonhamos.

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