Cara, é bizarro. O primo da minha mãe é a maior contradição em pessoa. O mesmo cara que surta se a filha der "oi" pra um estranho, do nada escancara o portão pra desconhecidos só porque rolou um temporal e a galera ficou ao relento.
Tipo, caridade é maneiro, óbvio, mas precisava sacrificar a privacidade da própria família?
No meio dessa galera que ele botou pra dentro, tem um garoto da idade da minha prima que exala uma vibe muito sinistra. O papo do cara é agressivo, “papo de rua” mesmo, como diz minha mãe, e o clima na casa ficou pesado real. Em menos de 48 horas a máscara caiu: o sujeito fica rondando os corredores, fazendo umas perguntas invasivas e com um olhar que, segundo minha prima — que tá tremendo de medo —, parece que tá despindo ela o tempo todo.
E o pior: pra não contrariar o pai, ela não pode nem trancar a porta do quarto. Imagina o pânico! Recentemente o bagulho ficou sério: ela flagrou o vulto dele espiando pelo basculante do banheiro bem na hora que a mãe dela tava no banho. O estômago revirou, ela travou na hora. Se o cara tem coragem de invadir a privacidade da dona da casa, o que ele não faria com a filha? Minha prima não mora mais num lar, ela tá num campo minado, vigiando cada passo desse estranho que o pai dela, na maior cegueira, jura que é o “próximo” que ele está ajudando.
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