Quem me vê no campus correndo atrás de xerox e sofrendo com nota de corte, nem imagina que por dentro eu tô só tentando silenciar o barulho pra ouvir o que Deus tem pra dizer. Sendo bem sincera: não sou a pessoa mais assídua da paróquia (a vida acadêmica é o puro suco do caos, né? kkk). Mas a Páscoa, pra mim, não é sobre bater ponto, é sobre pertencimento.
Como mulher preta e filha única, eu sei que minha trajetória é resistência pura. E essa época do ano me lembra que, depois de todo perrengue (dos chiques e dos nem tanto), a vida sempre vence. Cristo ressuscitou e isso me dá um gás absurdo pra acreditar que eu posso, sim, ocupar todos os espaços. Não precisa de perfeição, precisa de verdade.
Nessa Quaresma, entre um PDF e outro, eu fiz minhas trocas: troquei o scroll infinito por cinco minutos de silêncio e a reclamação daquela DP por um “obrigada por estar aqui”. É o meu jeito de viver o sagrado no meio da rotina doida. A Páscoa é meu momento de lembrar que, mesmo quando eu fico meio low profile com a fé, Ele continua sendo meu porto seguro.
Tô cuidando da alma com o mesmo carinho que eu cuido do meu cronograma de estudos. Bora renovar? Porque a jornada é longa, mas a gente nunca caminha sozinha.
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