Tive um sonho horrível esta noite, mas, ao acordar, senti um alívio que não tinha quando me deitei. Embora tenha deixado de ser criança há muito tempo, percebi que o medo ainda me habita com a mesma força daqueles anos.
No sonho, eu via um leão solitário, perdido de seu bando, caminhando sob um sol impiedoso. A sede era uma agonia. De repente, surgiu diante dele uma pequena lagoa de águas tão claras que pareciam um espelho. Ele correu desesperado, mas, no instante em que ia tocar a água, recuou bruscamente. Refletido na superfície, um grande leão o encarava com um olhar severo. Apavorado, o leão exausto fugiu sem olhar para trás, convencido de que a lagoa já tinha um dono feroz.
Duas horas se passaram sob o calor escaldante. No limite de suas forças, ele decidiu que, se a morte era certa, melhor seria morrer tentando. Voltou à beira da lagoa rastejando, pé ante pé. O 'inimigo' ainda estava lá, vigiando as profundezas. Mesmo tremendo, o leão mergulhou o focinho com tudo para saciar sua sede. No exato momento em que tocou a água, o reflexo se despedaçou e a imagem sumiu. O monstro era apenas ele mesmo.
Acordei com essa cena nítida na memória. Como diria a psicologia da minha mãe: na vida, carregamos muitos medos, mas quantos deles não passam da nossa própria imagem refletida, nos impedindo de beber a água que já é nossa?
No sonho, eu via um leão solitário, perdido de seu bando, caminhando sob um sol impiedoso. A sede era uma agonia. De repente, surgiu diante dele uma pequena lagoa de águas tão claras que pareciam um espelho. Ele correu desesperado, mas, no instante em que ia tocar a água, recuou bruscamente. Refletido na superfície, um grande leão o encarava com um olhar severo. Apavorado, o leão exausto fugiu sem olhar para trás, convencido de que a lagoa já tinha um dono feroz.
Duas horas se passaram sob o calor escaldante. No limite de suas forças, ele decidiu que, se a morte era certa, melhor seria morrer tentando. Voltou à beira da lagoa rastejando, pé ante pé. O 'inimigo' ainda estava lá, vigiando as profundezas. Mesmo tremendo, o leão mergulhou o focinho com tudo para saciar sua sede. No exato momento em que tocou a água, o reflexo se despedaçou e a imagem sumiu. O monstro era apenas ele mesmo.
Acordei com essa cena nítida na memória. Como diria a psicologia da minha mãe: na vida, carregamos muitos medos, mas quantos deles não passam da nossa própria imagem refletida, nos impedindo de beber a água que já é nossa?
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