Fui para São Paulo com meu pai na maior expectativa de ver a Larissa (nossa "Fadinha"!) dar um show no Ibirapuera. Mas, infelizmente, não deu: ela acabou perdendo para a "japonesinha", amargando um quarto lugar.
O problema foi quando o pessoal da faculdade soube que chorei junto com a nossa skatista; elas simplesmente racharam o bico da minha cara. Acharam engraçado um fã chorar, não pela vitória, mas pela derrota. Fiquei puta da vida! Quando contei a situação para o meu pai, esperando um apoio, ele não aguentou e riu da minha indignação com as meninas. "Até você, pai?", pensei.
Por mim, não contava mais nada nem para ele, nem para ninguém. Mas, como ele é meu pai e meu amigo, e elas são colegas de curso, tive que engolir esse sapo. Sério, será que sou só eu que sinto a dor dos outros? Que rio com a alegria alheia e torço tanto que a derrota dói na alma? Às vezes, parece que ter empatia virou motivo de piada, até para quem está do nosso lado. No fim, sigo sendo essa pessoa que torce com o coração, mesmo que o mundo prefira rir do meu choro.
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