T R A D U T O R

12 de fev. de 2026

JÁ É, FUI!

 


      Estudei em um colégio, lá fora, onde o brasileiro, era maioria. Não do Rio onde moro, mas de outros estados. Eram eles que riam quando eu falava. — Os cariocas falam tão engraçado — diziam. De fato, a gente fala bem diferente, principalmente para quem mora em outros estados. O nosso jeito de falar já teve consideração em dois congressos nacionais. O primeiro em 1937 e o últimos em 1956. No primeiro disseram que a língua aqui é cantada, e no outro, que a língua é a mesma falada no teatro.
Olha só que maravilha que os intercambistas criticaram. Por exemplo. Dizem que trocamos a letra E, pela letra I. Que não falamos descansar, mas sim “discansar”. Não falamos tomate, mas sim, “Tomáti”. Também que trocamos a letra O, pela letra U. Ninguém aqui fala; o tomate é vermelho, mas sim. O “tumáti é vermêlhu”. Ninguém por aqui fala “biscoito de Chocolate”. Se fala, “Bixcoito" de chocolate. Não falamos; ele é muito bonito, mas sim, “Êli é muitu bunito”. A gente também faz questão de colocar um i no final de certas palavras, como três, arroz e Paz. Então ficam assim, “treix, arroix e Paix”. Tem outras que fazemos questão de colocar o U onde não tem como a palavra doze. Aqui se fala “douze”. Outra coisa, a gente dobra o som do R quando a letra vem antes de uma consoante, como porta, carne e carta. A gente faz questão de dizer “Porrrta, carrrne e carrrrta”. Isso com isso que os garotos da sala zoavam com a minha cara. O legal disso tudo é que falamos as consoantes melhor do que todo mundo, isso é, damos destaques a elas como se abríssemos muito a boca para falá-las. Não deve ser inveja não, mas que tenho orgulho de falar assim, desse jeito, tenho sim.

Um comentário:

Vivir y dejar Vivir...Liz disse...

Querida amiga, que pases un feliz fin de semana, con mucho amor, sé feliz.
No me olvido del amigo que dejo huellas en mi.
♥️Abrazos y te dejo besitos♥️
¡FELIZ DÍA DE LA MUJER!