Entrei emburrada naquele avião. Se ele caísse, isso não ia mudar nada para mim. Por que meu pai nos trouxe para cá ao invés de ir para Fernando de Noronha, a Praia do Espelho, talvez a Praia do Forte na Bahia ou Porto de Galinhas em Pernambuco? Eu queria ver a cara das minhas amigas quando eu contasse, mas não. Preferiu essa droga que, se olhar bem, nem consta no mapa! Na manhã do dia seguinte, eu, ainda bem chateada, abri a janela. Lá fora, o sol, que acabara de nascer, refletia na areia dourada a beleza que eu não sabia que tinha o lugar. Entre a calçada e a praia, minha mãe conversava com uma mulher com quem, graças a Deus, ainda se falam hoje em dia. A partir daquele momento, as coisas mudaram e, lentamente, como quem não quer nada, eu me aproximei. Jamais poderia imaginar que, muito perto dali, havia lugares maravilhosos como os que essa mulher e o marido fizeram questão de mostrar. A virada de chave deu todo sentido à viagem. Pedi desculpas ao meu pai, que só voltou a me tratar como antes depois do primeiro sorriso que viu em meu rosto. Foi difícil ouvir mamãe afirmar que a estadia seria de cinco dias, mas após ver tudo o que nos foi apresentado, se tivesse que passar o resto da minha vida naquele lugar, eu nem me importaria.
D. Catiaho, obrigada! A senhora provou que um gesto diz mais que um punhado de palavras. Este texto, assim como o “O Diário da Rô”, só existem por sua “culpa”.
Um comentário:
Ei Rô!
Como aprendi, eu agradeço pelo
agradecimento e digo Não por nada
disso. Lugares são para serem visitados
e escrita é pra ser publicada, mesmo se lida
ou não e a sua, é bem lida por sinal!
Sua Mãe e seu Pai são uns amores
de pessoas e ainda por cima são
seres do bem.
Bjins de bom fim de domingo e
linda nova semana.
CatiahôAlc.
E só uma observação boba, mas
necessário, meu nome tem acento
no último ô pra ficar certinho ao ler
Catiahô.
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