T R A D U T O R

5 de jan. de 2026

GOZANDO COM MINHA CARA.

  



Falar em orgasmo, antigamente, não era coisa de garota direita, mas com as redes sociais e a liberdade que nos dão nossos pais, melhorou ou não me atreveria a tocar na ferida, coisa que mamãe jamais falaria com minha avó. E, se o assunto é orgasmo, por que não perguntar as casadas se os que elas têm com seus maridos são iguais ou diferentes dos que tiveram com os namorados quando solteira? Talvez me convençam que todo gozo é igual. Tanto faz no passado com o João, como hoje com a Maria. Não importa o parceiro. Gozo é gozo e fim. Toda mulher sente igual. Vocês podem até achar isso, mas eu não. Não acho por entender que existem orgasmos miúdos, suaves e contínuos, como os que minha tia tem com o namorado e diz serem os melhores do mundo. Será que os dela são melhores que os da nossa vizinha que, quando goza, acorda o prédio com os seus gritos? Será que um orgasmo é melhor que o outro, mais gostoso? E como definir daqueles que começam no dedo do pé, avançam para a cabeça e atingem lugares mais extraordinários do nosso corpo? Eu não estou falando de mim, mas da conclusão que cheguei depois dos livros e das conversas que ouço. É através deles que entendo a coisa como algo exagerado, sobrenatural. Certos orgasmos levam a gritos e gemidos. É o que nos põem em polvorosa. Uns são rápidos, e devido às ondas de calor, nem sempre são percebidos, como falam nos contos que leio. Tenho amigas, muito atiradas, que jamais sentiram essa coisa e se sentiram, não souberam o que era. Tenho convicção de que o orgasmo é como o amor, a dor e a felicidade: cada um sente a sua maneira.

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